Qual Programa Usar Para Ler Livros Digitais?

Essa dúvida é muito comum: que programa usar para ler um eBook? Existem muitos formatos e muitos programas. E tantas opções complicam a vida de quem não é craque em informática, na hora de ler livros digitais. Então vou tentar acender um fósforo nessa sala escura, para a turma que tem essas dúvidas.

No computador

Quer ler no computador? Sabe, ou aceita, instalar um programa novo? Se a resposta for sim, sugiro sem sombra de dúvida a leitura no formato ePub, usando o Adobe Digital Editions. um aplicativo gratuito da Adobe. No ADE, é possível manter uma biblioteca de livros, marcar páginas, aumentar ou diminuir o tamanho da fonte, e ajustar o texto para o tamanho da sua tela, independente do aparelho que você usa. E a experiência de leitura vai ser boa. A interface é bastante simples e este é o programa mais usado para a leitura no computador.

Para quem tem computador com sistema Windows, há também como alternativa o Blue Fire Reader. Ele tem praticamente os mesmos recursos do Adobe Digital Editions. Se você tem um Mac, pode contar com o iBooks (da própria Apple) ou também com o Adobe Digital Editions.

Também vale usar o Calibre, outro aplicativo gratuito que, além de funcionar como leitor de eBooks, também é uma biblioteca digital particular e um ótimo conversor de arquivos – converte Word para ePub, Mobi e vários outros formatos.

E quem quer ler no computador e não entende nada de informática? Aí o negócio é ler em PDF. A leitura na tela não será uma maravilha, mas é ultra-simples, basta baixar o livro e abrir. A esmagadora maioria dos computadores tem um programa que lê PDF instalado, geralmente o Adobe Reader, em português.

Dá para ler direto no navegador, sem precisa instalar qualquer programa. Nós já falamos sobre isso aqui no site, e você pode conferir a matéria aqui.

Ebooks no tablet e no smartphone

Para tablets, existe uma grande variedade de apps para leitura de ebooks. Quais nós recomendamos:

Todos estes aplicativos reúnem certas características básicas: permitem aumentar o tamanho da fonte, trocar a cor de fundo da tela (modo noturno), marcar páginas. O iBooks permite consultar o significado de palavras, pois você pode instalar dicionários.

No eReader

Os ereaders têm telas em tons de cinza (sem cores) e não refletem a luminosidade ambiente, o que para muitas pessoas é bastante importante, para o conforto do leitura, ou para ler em ambientes muito iluminados (praia, piscina, etc). Existem várias opções disponíveis no Brasil, todas muito boas do ponto de vista técnico e bastante semelhantes. Sempre há opções com ou sem internet (para baixar os livros com mais facilidade), com ou sem luz embutida (para leitura noturna). Recomendamos que você faça uma pesquisa nas várias lojas, para encontrar o aparelho que combina melhor com você.

Quem tem um Kindle, o mais famoso desses aparelhos, poderá ler nos formatos AZW (livro com proteção da Amazon), mobi, PDF e até em outros, desde que seja feita a conversão do arquivo. Quem adquirir um dos outros aparelhos, poderá ler no formato ePub, e também poderá converter de outros formatos para ePub – usando para isto o programa Calibre.

Por expereriência, podemos afirmar com segurança que o ereader mais completo, e mais fácil de usar, certamente é o Kindle. Lembre-se, porém, que você sempre terá de ler seus ebooks usando o aparelho da Amazon, ou seus aplicativos. A Amazon tem apps para todas as plataformas e sistemas imagináveis, o que é vantajoso; porém, não poderá comprar ebooks em outras lojas e colocar no Kindle (você até consegue, mas terá bastante trabalho para fazer isso, o que prende a maior parte dos usuários à Amazon).

  • Kindle, da Amazon – há várias opções, começando geralmente em R$ 299.
  • Lev, da Saraiva – Aparelho muito bom, vale a pena conferir.
  • Kobo, na Livraria Cultura – Os aparelhos também são bons, há diversos modelos.

No papel

Sim, é possível ler livros eletrônicos no papel, desde que você seja capaz de imprimir o arquivo… observe que quase nenhum livro eletrônico permite que você faça isso.

Originalmente publicado em dezembro de 2011.
Atualizado em 28 de junho de 2016